Benfica vence Tondela por 3-0 e avança com autoridade na Taça da Liga



O Estádio da Luz voltou a ser palco de uma noite europeia em território nacional. Diante do Tondela, o Benfica mostrou maturidade, domínio tático e um futebol envolvente que agradou os adeptos. O triunfo por 3-0, na noite de 29 de outubro de 2025, confirmou a superioridade encarnada e garantiu ao conjunto de Roger Schmidt a passagem às meias-finais da Taça da Liga, competição em que o clube lisboeta tem tradição vencedora.

O resultado não surpreendeu os mais atentos ao percurso recente do Benfica. Mesmo num calendário exigente e com rotação no onze inicial, a equipa manteve a qualidade e a intensidade que a caracterizam desde o arranque da temporada. O Tondela, que milita na Liga 2, apresentou-se disciplinado e com ambição, mas acabou por ceder à pressão ofensiva e à diferença de qualidade individual dos encarnados.


Primeira parte de domínio absoluto

Desde o apito inicial, o Benfica assumiu o controlo do jogo. Roger Schmidt voltou a apostar num sistema tático de 4-2-3-1, com João Neves e Florentino Luís a comandarem o meio-campo e com Rafa, Di María e Neres no apoio direto a Arthur Cabral, o ponta-de-lança escolhido para este encontro.

A posse de bola rondou os 70% durante a primeira meia-hora, e as oportunidades começaram cedo. Aos 10 minutos, um remate de Di María de fora da área obrigou o guarda-redes Pedro Trigueira a uma defesa difícil. Pouco depois, João Neves testou novamente o guardião visitante com um disparo rasteiro.

O golo inaugural surgiu aos 22 minutos. Após boa combinação entre Neres e Rafa, a bola sobrou para Arthur Cabral, que não perdoou na pequena área. O avançado brasileiro, que tem vindo a recuperar confiança, celebrou efusivamente, apontando para o banco em sinal de gratidão ao treinador.

O Tondela tentou reagir através de contra-ataques rápidos, explorando a velocidade de Tiago Dantas e o apoio de Dadashov na frente, mas a defesa encarnada, liderada por António Silva e Otamendi, manteve-se firme.

A primeira parte terminou com 1-0 no marcador, mas a sensação nas bancadas era de que o resultado poderia ter sido mais dilatado. O Benfica criou, em 45 minutos, sete oportunidades claras, algo que reflete bem o domínio absoluto da equipa da casa.


Reforço da vantagem e exibição de gala

No segundo tempo, o Benfica regressou ainda mais pressionante. Roger Schmidt pediu intensidade e verticalidade, e a resposta foi imediata. Logo aos 49 minutos, Di María ampliou a vantagem com um remate magistral de pé esquerdo, após passe de Rafa. O Estádio da Luz levantou-se para aplaudir o craque argentino, que continua a demonstrar classe e qualidade mesmo aos 37 anos.

Com o 2-0 no marcador, o Tondela perdeu alguma organização defensiva. O Benfica aproveitou para gerir o ritmo e testar diferentes dinâmicas táticas, com a entrada de Marcos Leonardo e Kokçu a meio da segunda parte.

O terceiro golo surgiu aos 78 minutos. Depois de um canto batido por Di María, António Silva subiu mais alto que todos e cabeceou para o fundo das redes, selando a vitória por 3-0. O jovem defesa central, formado no Seixal, foi um dos mais ovacionados pelos adeptos.

Até ao final, o Benfica controlou com maturidade e ainda teve oportunidades para ampliar, mas o marcador manteve-se inalterado. O apito final confirmou o apuramento das águias e mais uma exibição convincente no percurso rumo ao título.


Destaques individuais

A vitória do Benfica foi coletiva, mas alguns nomes merecem destaque especial:

Di María — Mostrou novamente o porquê de ser um jogador diferenciado. Marcou um golo, criou várias oportunidades e foi o motor criativo da equipa.

Arthur Cabral — Fez o primeiro golo e deu profundidade ao ataque. A confiança que vinha em baixa começa a regressar.

João Neves — Um verdadeiro pilar no meio-campo. Com apenas 20 anos, demonstra maturidade e liderança impressionantes.

António Silva — Além de sólido defensivamente, coroou a noite com um golo merecido.

Do lado do Tondela, o destaque vai para o guarda-redes Pedro Trigueira, que impediu um resultado mais pesado com várias defesas de mérito.


Reações após o jogo

Na conferência de imprensa, Roger Schmidt mostrou satisfação pelo desempenho coletivo:

“Foi uma exibição sólida. Jogámos com seriedade, respeitámos o adversário e mostrámos que temos um plantel com profundidade. O importante era garantir a passagem e conseguimos fazê-lo com qualidade.”

Arthur Cabral, autor do primeiro golo, também comentou o triunfo:

“Estou muito feliz por marcar novamente. Trabalho todos os dias para ajudar o Benfica e sinto que estou a voltar ao meu melhor nível.”

Do lado do Tondela, o treinador Tozé Marreco reconheceu a superioridade do adversário, mas destacou a entrega da sua equipa:

> “Sabíamos das dificuldades, mas vi os meus jogadores lutarem até ao fim. Este jogo servirá de lição e motivação para o que resta da temporada.”


Análise tática e impacto no projeto de Schmidt

A vitória sobre o Tondela reforça uma tendência que se vem confirmando nas últimas semanas: o Benfica está cada vez mais estável taticamente. O modelo de jogo de Schmidt baseia-se em pressão alta, circulação rápida e mobilidade constante no ataque.

Nos últimos jogos, a equipa tem mostrado uma capacidade notável de adaptação, mesmo com mudanças no onze inicial. A entrada de jovens da formação, como João Neves e António Silva, trouxe energia e consistência, enquanto veteranos como Di María e Otamendi garantem experiência e liderança.

O treinador alemão também tem sido elogiado pela gestão equilibrada do plantel. O Benfica apresenta-se competitivo em todas as frentes — Liga Portugal, Taça da Liga e competições europeias — e os adeptos sentem novamente que a equipa está pronta para lutar por títulos.


O que vem a seguir

Com este resultado, o Benfica avança para as meias-finais da Taça da Liga, onde enfrentará o vencedor do confronto entre Sporting CP e Boavista. O jogo está previsto para meados de dezembro, e promete ser um dos duelos mais aguardados da época.

Além disso, as atenções voltam-se agora para a Liga Portugal Betclic, onde as águias ocupam os lugares cimeiros da tabela. O próximo compromisso é diante do Estoril Praia, um adversário tradicionalmente complicado fora de casa.

Roger Schmidt deixou claro que a prioridade é manter a consistência e evitar relaxamentos:

“Cada jogo é uma final. Temos objetivos ambiciosos e sabemos que só com trabalho e humildade podemos alcançá-los.”


Conclusão: um Benfica cada vez mais confiante

A vitória sobre o Tondela confirmou o que muitos já suspeitavam: este Benfica está em crescimento, confiante e focado em conquistar títulos. A consistência defensiva, o equilíbrio no meio-campo e o talento ofensivo fazem da equipa lisboeta uma das mais completas do futebol português.

A noite de 29 de outubro de 2025 ficará marcada não apenas pelo resultado expressivo, mas também pela demonstração de força coletiva e pela reafirmação do projeto de Roger Schmidt.

Se mantiver este nível de exibições, o Benfica não será apenas candidato ao título nacional — será também um sério concorrente em todas as competições que disputar.

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